Desligar a mente nas férias: porque é tão difícil (e o que ajuda)
Estar de férias e ter a cabeça no trabalho é mais comum do que parece. Desligar não acontece por magia — prepara-se. Três coisas que fazem a diferença.
Ler artigo →Nem sempre é preguiça, desmotivação ou falta de vontade. Às vezes é burnout.
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O burnout é um estado de exaustão física e emocional causado por stress crónico. Não aparece de um dia para o outro, vai-se acumulando, silenciosamente, até ao ponto em que já não consegues mais. Muitas pessoas chegam ao burnout depois de anos a dar tudo, a não impor limites, a colocar as necessidades dos outros à frente das suas.
A Organização Mundial da Saúde reconhece o burnout como um fenómeno ocupacional, com três dimensões: exaustão emocional, distanciamento cínico do trabalho e uma sensação de ineficácia pessoal. Não precisas de ter as três em simultâneo, nem de estar "no limite absoluto", para que valha a pena procurar ajuda — quanto mais cedo se intervém, mais simples costuma ser a recuperação.
Primeiro, percebemos o que te trouxe até aqui, os padrões de pensamento, os comportamentos e as crenças que contribuíram para o burnout. Depois, trabalhamos a recuperação de forma sustentável: restaurar a energia, restabelecer limites e reconstruir a relação com o trabalho e contigo próprio. Não é sobre fazer mais, é sobre fazer diferente.
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As sessões são online, individuais, de 50 minutos. Muitas pessoas em burnout precisam primeiro de um espaço para parar. E isso também é terapia.
Sim. O cansaço passa com descanso; o burnout não — mesmo depois de férias, os sintomas costumam voltar assim que retomas a rotina, porque a causa raiz (padrões, limites, crenças sobre o trabalho) continua por resolver.
Nem sempre. Em alguns casos sim, mas muitas vezes a recuperação passa por mudanças na forma como te relacionas com o trabalho e por limites mais claros, mantendo o mesmo emprego. Avaliamos isso caso a caso.
Não é um processo linear nem rápido — não basta uma semana de férias. Costuma envolver vários meses de trabalho, começando por uma fase de paragem real e seguindo para a reconstrução de padrões mais sustentáveis.
Sim, e é frequentemente mais acessível nesta fase precisamente por eliminar a deslocação — muitas pessoas em burnout já sentem que não têm energia extra para mais compromissos logísticos.
Há sobreposição de sintomas e podem coexistir. O burnout está tipicamente ligado ao contexto profissional/de sobrecarga; a depressão é mais abrangente e pode não ter uma causa contextual clara. Avaliamos isto juntos na primeira sessão.
A terapia pode ser o primeiro passo para compreenderes melhor o que estás a sentir.
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Ler artigo →O burnout não aparece de um dia para o outro. Vai-se construindo em silêncio, enquanto continuamos a dizer "ainda aguento mais um pouco".
Ler artigo →Não basta descansar. Recuperar do burnout é um processo que exige perceber o que te trouxe até aqui e mudar a relação que tens com o trabalho e contigo próprio.
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